quarta-feira, 28 de março de 2012

Pensamento...

As feições, lembrando o mármore de

Um altar, impunham reverências para

Se tocar...

Como cálice âmbar de cristal, as formas

Feitas de mortal beleza, compondo a

Silhueta semovente, passeiam céleres em

Meu pensamento.








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A boca jovem, ainda úmida, vejo.

E como faróis a alternar a luz, os

Olhos...do jade à água marinha,

Que de tão tristonhos...distantes.








Eis o esboço, hoje mulher, que guardo

Como segredo dessa miragem solta...

Se debalde for tanta minúcia recordada,

Não sei então porque rondar meu pensamento.



Se nesse quadro houver qualquer

Veracidade, fui eu a musa inspiradora

Do artista...


por:: Suzete Torres




terça-feira, 27 de março de 2012

Minha dor

Chora manso o meu íntimo
É dor...mas a dor enobrece
Sem gritos, sem desrespeito.
Encerra em silêncio...nada
Vale o desespero...
Espio do lado de fora, a dor
Por dentro; é crucial que eu
O faça...até a dor pede um
Olhar... 
Humildemente peço por nós:
"Ventura"...mais nada!






por:: Suzete Torres

segunda-feira, 26 de março de 2012


O Vento

Vento que salpica a poeira
Disfarçando dos olhos
O pranto da amada...

Vento que seca lágrimas
Deslizadas nas faces
Por total sofrimento...

Vento que balança as árvores
Abanando das folhas a
Antiga ternura...

Vento que sopra o destino
Levando o velho
Prometendo o novo...

Vento que alcança o perfume
Das flores me trazendo lenta
A lembrança do alento!

por::Suzete Torres








segunda-feira, 19 de março de 2012

Como a amoreira...




Vazio de amor, vinha


Cálido e sedento, como
Andorinha perdida,que
Dispersou do seu ninho.
Meus lábios, qual amora

Em licor, foram o cálice
Que o fez ébrio do visco

Doce dos lábios meus...



Meu corpo, quase frêmito de

Tanta espera e desejo, hospedava

O seu como anfitriã que não nega
O acolhimento...
Sempre tão breve
Era a sua despedida, mas
Sem nunca acenar um adeus!

Como a amoreira que cede

Às suas folhas, o bicho-da-seda,
Fomos tecendo o nosso mistério

De amor...revestido em seda fina,

Perolada e rara...como o fluido

Volátil que o desfaleceu pra sempre,

Num silêncio inquebrantável...como

Gosta, a chama!





autoria:: Suzete Torres




























































domingo, 18 de março de 2012

...Quase uma prece


Na vida tudo é movimento.
A natureza se move a cada instante...
A vida é um viveiro de pássaros,ornado
De rosáceas e arabescos...É bela! mas...
É preciso ficar atento, e , pousar leve,
Quase em silêncio, no tapete árido do
Tempo, senhor da razão, implacável.
Ouvir os acordes que vêm de longe, é preciso.
Escutar o coração, é preciso.



É preciso rogar pra chover no Norte,
É preciso a noite pra se ter o dia,
É preciso parir a pérola, a borboleta, o filho.
Chacoalhar os sentimentos, é preciso.
Ao sol, tirar-lhes o mofo,
À lua, banhá-los de luz.
    É preciso orar pra que demore a morte,
    É preciso um trevo...pra atrair a sorte!




   autoria:: Suzete Torres








    











quinta-feira, 15 de março de 2012

Negra rosa...




Teu perfil caminha pela casa.

Sugere um botão de rosa... de um

Escuro melancólico, lembrando teus

Olhos...uma luz sempre disfarçada.

Foste  segredo o tempo todo, mesmo

Em estradas planas. Ao contrário de mim...

Luz aberta, afluindo todo o tempo,

Para o amor expandido, mergulhado.

Foste o todo da metade, o espaço criado,

Compilador de silêncio, deixando deserta

Minha alma.

Imantaste meu coração.

Agora, por apego, caminha pela casa,

A procurar um canto...

Fique à vontade..ajeite-se!

Preciso olhar as estrelas, na noite.

São elas que me levam a refletir.

Sem o brilho intermitente das estrelas,

Enxergarei negro, todos os botões de rosa.

Aí então, nada valeu a pena!

Púrpura, amarela, vermelha, azul...

Cores que outrora, tanto quis 

Que enxergastes em mim!




"Obrigada, no entanto, pelos êxtases vividos e compartilhados"!


por:: Suzete Torres












quarta-feira, 14 de março de 2012

....É preciso

É preciso muito zelo,
Leveza, carinho...
Com o coração de
Uma mulher!


É preciso flores, 
Perfume, mimos...
Para a alma de 
Uma mulher!


É preciso o rouxinol
Cantando em sua janela
Para o desperta alegre
De uma mulher!


Mais que isso é preciso...
Compor em verso,
Uma melodia
Para tocar o mistério
De uma mulher!


E, a cada instante pedir
Baixinho,  perdão por




Querer tanto...
Essa mulher!


autoria:: Suzete Torres