quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Gestos... por: Suzete







Gestos que eternizam momentos,

Palavras não proferidas ao vento,

Eis o que a alma precisa desse sentimento...







Espessos e profundos...projetam os gestos

Em muitos tormentos!Que o vento não colha

Por algum descuido, alguma palavra que

Quebre o novelo das horas, nesse momento.


Deixa a quietude se apossar desse momento
É ela que acalma, desvenda mistérios e alinha
O pensamento!











Em noite de lua cheia... (por:: Suzete Torres)




Em noite de lua cheia tudo pode acontecer...

Um amor assim, de repente, sem que se possa entender.

Um olhar licoroso,um sorriso perigoso,

Um leve atrito de corpo que faz estremecer.





No ar, um perfume de amora, sentido sem demora,

Pedindo pra não ir embora...das horas, esquecer...

Tudo pode acontecer em noite de lua cheia...

Uma promessa de vida ao coração que vagueia,

À espera de nascer...um amor assim, de repente,

Que se possa compreender...



Amor que a noite guarda dentro do cheio da lua,

Reluzindo como aurora, soluçando nas catedrais,

Subindo e descendo ladeiras...procurando com

Castiçais, queimando os círios que um dia,

Em promessa de lua cheia, sabia encontrar...





Na doçura do olhar, no envolvente sorriso, no

Atrito de corpos tudo pode acontecer...a lua

Cheia que abençoe, esse universo de amor!



"Para mim, uma lua basta para meus suspiros de amor"! (Suzete)













segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Meus pés...




O chão espia meus pés,

Avalia-os cansados, exauridos...

Com um rápido olhar, inclino

Para eles e constato a exaustão.




Árduas caminhadas andei...

Não pisei sobre pedregulhos,

Mas como se fossem...

A extensa trilha percorrida

Pela minha alma, deixou marcas...




O tempo se moveu; esperou auroras,

Despertou esperanças, enganos e

Desenganos, acolheu meus prantos,

Gritou ao vento, vibrou meus pulsos,

E veio silenciar em meus pés...um

Silêncio amigo, apenas agora percebido...




Enquanto não há beleza em meus pés,

Há a expressão da dignidade exercida,

No confronto com a sobrevivência, e,

Há a imagem que ficou...da serventia,

Que hoje salivo essa servidão humana

Com náuseas...













Irrefutável é o cansaço da minha base,

Mas irrefutável também é a condição

De minha alma...hoje, um crepúsculo

Espelhado em meus pés!




E, com olhar significante, observo-os...

Sei que as marcas não desaparecem, mas sei

Que um réquiem poderá suavizá-las...

O tempo continua se movendo...é nele

Que colocarei meus pés para descansar...como

Numa bacia de água morna, com muitas e muitas

Ervas aromáticas e relaxantes...mas pouco "pisar"!













por:: Suzete Torres



























sábado, 10 de dezembro de 2011

Pouco a pouco




Entrego-me devagar, pouco a pouco,

E, com a lua esquecida de apagar,

Rondo pela manhã, como colibri,

À procura do néctar da flor...




Demoro a entregar-me pra vida,

Rondo-a lentamente...até me sentir

"Sentida...e, de repente apago a lua

que ficou acesa...percebo o sol a me rondar!




Agora não sou eu a rondar-me!

São os pássaros, as flores, as palavras

Que em poema, tento transformar!

Entrego-me totalmente...sou eu no

No meu despertar...




A música lava meu rosto, tomo um

Café com gosto, ardo secretamente...

Nos arredores da loucura encontro

A vida que vivo...e deixo-a me levar!

Nos fragmentos do dia, construo meu

Universo...por todo ele, a suspirar!

por:: Suzete Torres





"Em meu pequeno universo, composto de auroras e sentimentos,..vivo"!
                                                       (Suzete)

Chove, chuva... ( por :: Suzete Torres)


É a chuva molhando, lavando, polindo a natureza...

É ela, mansa e contínua...variando o ritmo, se virando

No berço das nuvens, dormindo o sono úmido, onde

O cenário é cinzento...cinza também é cor!

É a chuva varrendo os telhados empoeirados, deixando

Gotículas sublimes nas folhagens, nos coqueirais, nas azaleias vermelhas

Das varandas e quintais...

Escorrendo sobre as lápides esquecidas, guarnecidas de flores secas, sem uma

Gota de lágrima que possa insinuar uma saudade...e, que

Sob o sol ardente,  queima o que não tem mais pra queimar...

Água que despenca, declina e inclina para depois cessar...

É ela que acolhe e aconchega, que abraça e acalanta as sementeiras

Que abrigam os grãos jogados na terra, à espera do "germinar"...

Chuva que, sem azáfama, induz o homem a pensar...na aridez do deserto,

Nos porões da mente, no instinto fuliginoso, nas teias de aranha,

Acumuladas na alma...por tanto tempo selada, atracada nas sujas paredes

Sem permitir orvalhar...

Chuva...é ela, que só dentro do homem vivo, não tem como entrar!



"Toda coragem é pequena quando a vontade da gente é grande demais"
                                                    (Suzete)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O meu Natal...


Na esfera natalina, quando tudo é cor e adornos,
Consigo sair ilesa da contaminação atmosférica 
Que é envolvida pelo consumo indiscriminado e
Fútil, sofista e aberrante, irrefletido e catártico.


                                      (Suzete)




Natal...
      manjedoura,
            Presépio,
        
Nasceu Jesus,
Recolhimento...
Preces,
         Paz...

Símbolos...
A água em vinho,
O pão repartido,
Sinos...
O uníssono compartilhamento...
A espontânea caridade...
Isto é Natal!!

por:: Suzete Torres




terça-feira, 6 de dezembro de 2011