Nesse espaço renovo forças, aprimoro pensamentos, delibero sonhos e revelo o muito de mim....
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Meus pés...
O chão espia meus pés,
Avalia-os cansados, exauridos...
Com um rápido olhar, inclino
Para eles e constato a exaustão.
Árduas caminhadas andei...
Não pisei sobre pedregulhos,
Mas como se fossem...
A extensa trilha percorrida
Pela minha alma, deixou marcas...
O tempo se moveu; esperou auroras,
Despertou esperanças, enganos e
Desenganos, acolheu meus prantos,
Gritou ao vento, vibrou meus pulsos,
E veio silenciar em meus pés...um
Silêncio amigo, apenas agora percebido...
Enquanto não há beleza em meus pés,
Há a expressão da dignidade exercida,
No confronto com a sobrevivência, e,
Há a imagem que ficou...da serventia,
Que hoje salivo essa servidão humana
Com náuseas...
Irrefutável é o cansaço da minha base,
Mas irrefutável também é a condição
De minha alma...hoje, um crepúsculo
Espelhado em meus pés!
E, com olhar significante, observo-os...
Sei que as marcas não desaparecem, mas sei
Que um réquiem poderá suavizá-las...
O tempo continua se movendo...é nele
Que colocarei meus pés para descansar...como
Numa bacia de água morna, com muitas e muitas
Ervas aromáticas e relaxantes...mas pouco "pisar"!
por:: Suzete Torres
sábado, 10 de dezembro de 2011
Pouco a pouco
Entrego-me devagar, pouco a pouco,
E, com a lua esquecida de apagar,
Rondo pela manhã, como colibri,
À procura do néctar da flor...
Demoro a entregar-me pra vida,
Rondo-a lentamente...até me sentir
"Sentida...e, de repente apago a lua
que ficou acesa...percebo o sol a me rondar!
Agora não sou eu a rondar-me!
São os pássaros, as flores, as palavras
Que em poema, tento transformar!
Entrego-me totalmente...sou eu no
No meu despertar...
A música lava meu rosto, tomo um
Café com gosto, ardo secretamente...
Nos arredores da loucura encontro
A vida que vivo...e deixo-a me levar!
Nos fragmentos do dia, construo meu
Universo...por todo ele, a suspirar!
por:: Suzete Torres
"Em meu pequeno universo, composto de auroras e sentimentos,..vivo"!
(Suzete)
Chove, chuva... ( por :: Suzete Torres)
É a chuva molhando, lavando, polindo a natureza...
É ela, mansa e contínua...variando o ritmo, se virando
No berço das nuvens, dormindo o sono úmido, onde
O cenário é cinzento...cinza também é cor!
É a chuva varrendo os telhados empoeirados, deixando
Gotículas sublimes nas folhagens, nos coqueirais, nas azaleias vermelhas
Das varandas e quintais...
Escorrendo sobre as lápides esquecidas, guarnecidas de flores secas, sem uma
Gota de lágrima que possa insinuar uma saudade...e, que
Sob o sol ardente, queima o que não tem mais pra queimar...
Água que despenca, declina e inclina para depois cessar...
É ela que acolhe e aconchega, que abraça e acalanta as sementeiras
Que abrigam os grãos jogados na terra, à espera do "germinar"...
Chuva que, sem azáfama, induz o homem a pensar...na aridez do deserto,
Nos porões da mente, no instinto fuliginoso, nas teias de aranha,
Acumuladas na alma...por tanto tempo selada, atracada nas sujas paredes
Sem permitir orvalhar...
Chuva...é ela, que só dentro do homem vivo, não tem como entrar!
"Toda coragem é pequena quando a vontade da gente é grande demais"
(Suzete)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O meu Natal...
Na esfera natalina, quando tudo é cor e adornos,
Consigo sair ilesa da contaminação atmosférica
Que é envolvida pelo consumo indiscriminado e
Fútil, sofista e aberrante, irrefletido e catártico.
(Suzete)
Natal...
manjedoura,
Presépio,
Nasceu Jesus,
Recolhimento...
Preces,
Paz...
Símbolos...
A água em vinho,
O pão repartido,
Sinos...
O uníssono compartilhamento...
A espontânea caridade...
Isto é Natal!!
por:: Suzete Torres
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
MEU FILHO 05.12.2011
De profundas e escuras como o pântano,
De tristes e marcadas,minhas olheiras
Por alguns instantes, se comportaram
Como o arco-íris...exibindo uma de suas
Sete cores...o tom violeta...
No semicírculo dos meus olhos, não mais
O profundo e escuro...
Ao fitar-me no espelho percebi a reação
Química entre a fisiologia e o prazer...
Constatei de imediato, a força intrínseca
Do amor...que insiste em se esconder por
Traz de minhas pálpebras!
Em perfeita sintonia com minha prole,
Vivi por momentos a eternidade do
Clímax...abracei e beijei muito....o filho
Que veio depois de ter perdido duas pérolas
Que não quiseram sair de suas conchas...
Resolveram voltar para o mar...as duas
Idênticas...
Vertiginosamente, como a areia levada
Pelo vento...nem assim, um cisco em meus olhos!
Eu já sabia...mas soube mais ainda...que os ramos
Da árvore que permitem a sombra, ficaram voltados
Pra mim...Aos meus e à minha mamãe...
que em algum lugar está...obrigada pelos flashs
De luz, que iluminaram o meu olhar!
por::Suzete Torres
"Uma semente, onde dentro dormem carinho e amor...germina a felicidade"!
( Suzete)
domingo, 4 de dezembro de 2011
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