segunda-feira, 30 de maio de 2011

Para pensar...

Sempre houvera no planeta do pequeno príncipe,flores muito simples.
Não ocupavam espaço e também não incomodavam ninguem.Elas    -
apareciam pela manhã na relva e à tarde já se extinguiam.
Estabelecendo uma analogia,entre o planeta do pequeno príncpe e o
nosso, conclui,com muita dor, que muitas vezes não sabemos o mo -
mento em que devemos nos recolher.Insistimos em mantermos nossa
alma aberta pensando numa alteridade que não existe.
É inútil pensar que na relva do nosso interior florescerá mais flores -
belas,frescas e perfumadas...difícil quem , com gotas de água  e  ou
filetes saídos de um regador, venham nos umedecer.
É preciso portanto florescermos sòmente em planetas como o nosso.
Aprendendo a nos recolher ficaremos livres dos baobás...
Quando o sol desaparece no horizonte é chegada a hora.
E...se tivermos cultivado ,aí sim,não nos sentiremos sós!
Quando há raízes não precisamos temer.
As estrelas são belas, o sol ilumina, a noite é luz, e até mesmo
o deserto dá lugar à poesia.
Que nossas flores não incomodem!Que nossas flores sejam regadas!
Só assim se manterão vivas...


  • Por Suzete Torres

domingo, 29 de maio de 2011

Essência

Por Suzete Torres

Na vida somos como peregrinos
Percorrendo matas desconhecidas
Refutando sobre ela,

Repetidamente nos movemos
À procura da pedra preciosa
Que se ajustará ao nosso engaste

Às vezes nos sentimos como num pélago
Outras vezes,transportados pela correnteza
E,mais,outras sendo salvos  pela natureza

Esquecemos dos laços,dos espaços
E até dos abraços...
Fazemos dela muitas vezes

Uma folha de almaço
Que de vazia se perdeu
Porque nada nela se registrou

Quanta inobservância!
Tem o homem
Um´alma

...A essência do seu viver.





 


















sábado, 28 de maio de 2011

Hai-Kai (Livre)


Um andaime
Em seu topo
Uma silhueta


Acima, o firmamento:
Espaço celestial,
Abaixo,o cimento:
Chão


O homem procura
O equilíbrio
Em vão

Catarse geral!
Naquela tarde
Sombria e fria
Morre mais um operário...
Do General












Alice(Conto)por:Suzete Torres

O batom em seus lábios,o pó de arroz em sua face,tênues
quase imperceptíveis marcavam o seu perfil de simplicida
de e a ingenuidade singular da moçoila ,que,sempre senta
da à varanda,observava com seus olhos grandes e negros
os transeuntes que iam ,outros que vinham pela rua da viela
onde morava.Suas mãos macias,a pele alva,cabelos negros...
ela esperava.Talvez alguem para lhe dar uma boa tarde?
Ou talvez um alguem que a tornasse donzela?
Mas ela esperava,sempre ...
Assim esperava Alice.Seria o seu mundo o país das maravi-
lhas?
Por tanto esperar, Alice saiu de seus sonhos,fantasias e do-
çuras quando,sem esperar,um predador tornou-a sua presa.
Acostumada a esperar, Alice esperava..
O amanhecer ,acordada, à mesa esperava, o carinho esperava,
o amor esperava...
Trinta e seis luas esperara.
Por tanto esperar, Alice cansou...
Havia no céu um anjo a lhe esperar.






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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Asas à imaginação


A brisa, suave e fresca
Numa tarde de outono
Revela para todo meu
ser,como é importante
Ser...

Água da fonte,quero beber
Sentada na grama,quero tecer
Tropeçar,quase cair,sem
Querer...
Lambusar-me de algodão doce,
E depois mais um doce comer


Ah!!Espiar moço bonito
Sem ele perceber
Prender os meus cabelos
Sorrir para o pipoqueiro


Perguntar se vai chover...
Só assim eu quero ser
Sem pensar
Em um só minuto...
O quanto é ruim crescer.










quarta-feira, 25 de maio de 2011

Reflexão

Essa frase que compõe a camisa do Pe.Fábio,é de uma verdade tão imensa e de uma profundidade tamanha que ao mergulharmos nela,percebemos o quanto é importante: Orai e vigiai!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Hai.kais

Tardes quentes
Noites frias
Morre mais um andarilho





 Rosas ciclames
Me ames
E não reclames






Arde o sol
O vento esfria
É o outono que se anuncia





No céu  a lua
Barulho d'agua
Dia dos namorados




Finge um olhar
Simula um sorriso
Deslealdade












Mãos dadas na praça
Ele e ela
É um laço



Pôr do sol
Entretanto
O mendigo sofre tanto




Está pronto o manjar
Chamo à mesa
Está vazio um lugar


Por Suzete Torres-24 de maio de 2011