sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Rodrigo







Esse rosto moreno, lábios delineados,

Cabelos negros, feições perfeitas...

E, esses olhos longínquos, absortos,

Ao léu, em delírio silente, o que eles

Escondem?

O que há em sua alma, no olhar

Refletido, que tenta esconder?

Imagem embaçada que não dá para ver...

É tristeza, saudade, mistério...é o que?

Se fosse pequenino, eu o saberia... mas

O tempo é veloz e sem perceber, um homem

Já é....impotente me sinto, apenas indago

O que insiste esconder...

Quisera poder com um só abraço, devolver

Aos seus olhos, a finitude do brilho de suas

Negras contas, que vi ao nascer....






"Filhos, melhor não tê-los...mas se não o temos como sabê-lo"?
                                           ( Vinicius)









quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Devaneio por:: Suzete



O ocaso leva em seus decadentes braços,
A soma de muitos ais, a ausência dos abraços,
O efeito obscuro dos lamentos, os lépidos "caminhar",
A fonte seca de lábios, que nenhum sorriso propôs...


Mas leva também o ocaso, em seus decadentes braços,
A poesia da flor... que somada aos muitos ais, transforma
Cada botão, seu filho em criação, em despojada euforia,
A cada lábio, um desejo...a cada caminhar, um leve pisar.


Amanhã é outro dia...Foi o ocaso se aportar no horizonte,
Para voltar como alvorada, sem desatino, cumprindo seu
Destino...repetindo a mesma canção, que o poeta apaixonado
Não se cansa de cantar..."Alvorada, lá do morro...que beleza..."




...o céu colorindo, ai que lindo, ai que lindo! É a natureza sorrindo, tingindo...


"NENHUM DIA SEM UMA LINHA"....

O estudo do efeito terapêutico da escrita tem sido objeto de investigação científica em várias partes do

mundo. Destacam-se nos Estados Unidos, principalmente, os trabalhos do psicólogo James Pennebaker

que defende a tese de que a escrita pode contribuir para a melhoria da saúde física e mental de um sujeito;

os estudos do psicólogo Joshua Smyth revelam-nos que escrever sobre experiências estressantes reduz os

sintomas físicos de pacientes com doenças crônicas e, ainda, John Kotre, sobre o processo de recriação de

nós mesmos através da escrita de rememorações.

Na Europa, em especial, temos as pesquisas da médica inglesa Gillie Bolton: sua premissa é que todo

triunfo, desastre ou alegria da vida de uma pessoa é uma história que espera ser escrita. Responsável pela

criação de um método de escrita reflexiva, Bolton tem investigado o efeito da escrita na prática médica

com seus pacientes. No Brasil, são raras as publicações científicas sobre o efeito terapêutico da escrita.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Reflexão II (por:: Suzete Torres)


Como pérola que sofre até alcançar sua condição de esplendor,
Vivo enconchada na glória que desconheço de mim, vivo encolhida num ventre que há muito já o
deixou de ser.....( Suzete)


O sol, em algum lugar, brilha todos os dias...


E todos os dias, em algum lugar há um luto...


Perdas, separações, degradações ambientais,


Humanas, perdas de sonho, fantasia, fôrça,..


E até o luto pela imagem de nós mesmos, ao


Passar do tempo...


Parece mórbido, mas na realidade não é...É
A vida, pulsando, contradizendo, acertando e
Errando, permeando a psiquê de sombras, onde
O sol, por alguma razão oculta, não brilha....
É o mistério da existência racional que apesar
Dos sentidos, todos eles em perfeição, procura
Pelo personalismo...na ânsia de refletir um facho
De luz dirigido "a quem e para que", não se sabe!
Seria, talvez, no contundente delírio, uma forma 
De raiar em seu próprio ser?? 
Ou, brilhar em sua própria sombra??


Amigos, fica aberta a análise desse texto...um debate, mesmo que virtual, é acolhedor!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

CENÁRIO (por:: Suzete Torres)




A tarde cinzenta e úmida,

Conta estórias vividas que

Permanecem vivas em minhas

Linhas do rosto, sulcadas pelo

Tempo... tempo do amor!

Tenta a tarde cinzenta, tentam

As linhas de meu rosto, subornarem

Meu pensamento, com pinceladas cor

Anil, fingindo e tingindo o âmago de

Quem sofreu por amor...

Estórias vividas a dois??..tanto faz sua

Cor...

O cinza também é cor!

Os olhos também umedecem...

Estórias que vivi, tardes de toda cor,

Amor que senti demais...eis o cenário

imutável na arena da massa cinzenta,

Que tenta.... mas não lembra o verdadeiro

Nome do autor!



"Desde o crepúsculo, quando a primeira estrelinha ia refletir-se em toda as
  Poças dágua, acenderam-se de súbito, os postes de iluminação"!
                                                (Mario Quintana)
Essa oração de Quintana, para mim, é de todas... a mais bela!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O hóspede ( por:: Suzete Torres)








Se algum dia, o arrependimento
Bater em seu coração, atenda...

Não faz desfeita, nem mesmo se

Surpreenda, pois mais cedo ou

Mais tarde, ele seria seu hóspede.

Não diz a ele que você já me esqueceu...

Seria sofisma de sua parte, e,arrependimento

É coisa séria...não se deixa enganar facilmente.

Diz a ele, que é portador de um dos sete pecados

Capitais :: Orgulho!

Ele o compreenderá, tranquilamente...

Enquanto isso, você se sentirá mais à vontade,

Pois o impacto já terá passado...o inesperado

É que assusta, depois tudo se normaliza.

Procure estabelecer uma relação amigável com

O arrependimento...pode até pedir para não voltar,

Mas duvido...quando ele vem é para ficar, a menos

Que ele lhe dê abertura, durante sua estada,para

Perguntar quanto quer para lhe deixar...aí então,

É possível que entrem em acordo.O arrependimento

Vive, sobrevive, se alimenta e se abastece de um único

Subsídio... o perdão!

Abstrato, não??Realmente....muito abstrato!

Mas aí você vai precisar de uma virtude :: Coragem!

Sim, claro...coragem para "pedir"...e conhecendo você,

Sei que é destituído dessa virtude...

Que pena!...Terá que conviver com seu hóspede para sempre,

E, por não sei quanto tempo...preocupa-me saber como ficará

O seu coração, essa máquina vital, que vai além do seu pulsar,

Vai também muito além das emoções...faz pulsar outros corações!






"O coração tem razões que a própria razão desconhece, faz promessas e jura e depois esquece
                                                           (sentença parafraseada)