De passagem eu fui sua,
Não só vestida, como nua
Doei minh´alma à sua,
Como o céu para a lua.
Hoje, concedo a honra
Ao seu corpo esvanecido
De tocar em silêncio, a
Minha vida, sem a sua
É tempo de colher o que
Há em meu ser...
Não tenho culpa, querido
Que a lua não é mais sua!
Suzete Torres
Nesse espaço renovo forças, aprimoro pensamentos, delibero sonhos e revelo o muito de mim....
sábado, 30 de junho de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Nos bastidores
Difícil é não ser...
Na coxia da vida,
Eu sou...
Quando as cortinas
Se abrem, não sou
Mais...
Sou o papel que
Me foi dado...
Sem talento, sem
Paixão...
Porque não sou
Atriz...
Sou mulher!
Simples assim...
Mulher de um só
Espetáculo...o da
Luz nas entranhas...
Mulher que sob
Uma cortina branca,
Não gritou...
Mordeu os lábios,
Num contido momento
De dor e, depois, extenuada,
Sorriu...
Difícil é não ser...
Na coxia da vida eu sou.
Sou eu mesma, a ciscar
Um sorriso, um afeto,
Um torrão de açúcar
Que me adoce o ser
Que sou!
por:: Suzete Torres
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Bem-me-quer....
Vi meu humilde bem querer
Rasgando as folhas, ficando
Simples e sem fonte...
Vi meu suntuoso mal querer
Vadio e acorrentado à mercê
Da sorte...
Bem-me-quer, mal-me-quer...
Se bem me quis, eu também
Se mal me quis, eu bem quis!
Da folha do bem-me-quer
Eu só vi o amor...
Da folha do mal-me-quer,
Só a dor...
Mal-me-quer, bem-me-quer...
...a agonia da folha, querendo
Só bem-me-quer!
por:: Suzete Torres
Da sorte...
Bem-me-quer, mal-me-quer...
Se bem me quis, eu também
Se mal me quis, eu bem quis!
Da folha do bem-me-quer
Eu só vi o amor...
Da folha do mal-me-quer,
Só a dor...
Mal-me-quer, bem-me-quer...
...a agonia da folha, querendo
Só bem-me-quer!
por:: Suzete Torres
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Folha em branco
Quero uma folha em branco,
Tão branca como o lírio em haste,
Antes do câmbio da tarde...
Dardejar muito brilho com salpicos
De lantejoulas,
Lambuzar de cores, meus dedos já
Entumescidos,
E percorrer a folha com toda liberdade.
Depois, sem repasses e acertos,
Ver a folha subindo pelas mãos de um
Menino...empinada com louvor até
Desaparecer no espaço, ficando só
Réstias de luz, imanentes das lantejoulas!
Para os ares a folha em branco...
Só o lúdico em cores!...
por::: Suzete Torres
Tão branca como o lírio em haste,
Antes do câmbio da tarde...
Dardejar muito brilho com salpicos
De lantejoulas,
Lambuzar de cores, meus dedos já
Entumescidos,
E percorrer a folha com toda liberdade.
Depois, sem repasses e acertos,
Ver a folha subindo pelas mãos de um
Menino...empinada com louvor até
Desaparecer no espaço, ficando só
Para os ares a folha em branco...
Só o lúdico em cores!...
por::: Suzete Torres
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O Relicário
Guardei num relicário todo meu amor...
Essencialmente, o maior e mais raro dos
Sentimentos...
Fios de filigrana para ornar minha alma,
Guardei...
Notas do coração de uma essência, guardei.
Juras, palavras, carinhos, êxtases, perdão,
Lágrimas, risos, sonhos...uma vida guardei!
Abrir o relicário é preciso...uma ultima vez.
Depois, incinerá-lo e vislumbrar a chama.
O lacre oxidado pelo tempo se faz difícil
Para minhas mãos que fremem de medo.
Receio um frenesi...é preciso força!
Sei que sentirei o avesso da alegria...
Depararei com o contorno de mim,
Com minha alma ainda inteira, com
Meu corpo nu cheio de prazer e vida.
Sei que sentirei o avesso da alegria...
É morte que desejo ali...
E, se é morte que desejo, e, sendo a
Morte, definitiva e resoluta, que eu
Então não abra o relicário, nem lhe
Atei o fogo...
Penetrarei ao fundo de mim mesma,
E buscarei a menina que sustenta
Essa mulher triste...a menina que
Não quer morrer...senão consigo mesma...
A menina que não terá mais relicário porque
Aprendeu que guardar quimeras faz sombra
Essencialmente, o maior e mais raro dos
Sentimentos...
Fios de filigrana para ornar minha alma,
Guardei...
Notas do coração de uma essência, guardei.
Juras, palavras, carinhos, êxtases, perdão,
Lágrimas, risos, sonhos...uma vida guardei!
Abrir o relicário é preciso...uma ultima vez.
Depois, incinerá-lo e vislumbrar a chama.
O lacre oxidado pelo tempo se faz difícil
Para minhas mãos que fremem de medo.
Receio um frenesi...é preciso força!
Sei que sentirei o avesso da alegria...
Depararei com o contorno de mim,
Com minha alma ainda inteira, com
Meu corpo nu cheio de prazer e vida.
Sei que sentirei o avesso da alegria...
É morte que desejo ali...
E, se é morte que desejo, e, sendo a
Morte, definitiva e resoluta, que eu
Então não abra o relicário, nem lhe
Atei o fogo...
Penetrarei ao fundo de mim mesma,
E buscarei a menina que sustenta
Essa mulher triste...a menina que
Não quer morrer...senão consigo mesma...
A menina que não terá mais relicário porque
Aprendeu que guardar quimeras faz sombra
Fria, ao coração!
por:: Suzete Torres

quarta-feira, 11 de abril de 2012
Murmúrio
Dentro de mim há um rio que murmura...
A água da minha sede ignorante por ter
Desejado tanto, amado tanto, querido tanto!
Banhei todas as floradas de esperança, para
Afinal, sentir-me ressequida, frágil, quebradiça,
Na estrada deserta, onde tudo é dúvida, tudo
Não passa de um eco no vazio torpe da pedra
Que oscila à procura do equilíbrio.
Dentro de mim há um rio que murmura...
A água arrastando obstáculos, abrindo um
Percurso novo, lavando a lama, murmurando
Vida... agora, de gota em gota pra se viver!
por:: Suzete Torres
A água da minha sede ignorante por ter
Desejado tanto, amado tanto, querido tanto!
Banhei todas as floradas de esperança, para
Afinal, sentir-me ressequida, frágil, quebradiça,
Não passa de um eco no vazio torpe da pedra
Que oscila à procura do equilíbrio.
Dentro de mim há um rio que murmura...
A água arrastando obstáculos, abrindo um
Percurso novo, lavando a lama, murmurando
Vida... agora, de gota em gota pra se viver!
por:: Suzete Torres
terça-feira, 10 de abril de 2012
O amor, mais uma vez...
Aventure-se numa estrela,
Para que eu possa lhe ver!
A beleza indizível do amor
Será o meu guia noturno,
Para eu lhe reconhecer...
O brilho terá de ser claro,
Mas de leve e devagar...
Só assim me sentirei única
À luz dos olhos seus!..
Se houver demora ao fitá-lo,
Será o momento do tempo,
Me entregando a certeza de
Um adeus que ficou por dizer,
Para que eu possa lhe ver!
A beleza indizível do amor
Será o meu guia noturno,
Para eu lhe reconhecer...
O brilho terá de ser claro,
Mas de leve e devagar...
Só assim me sentirei única
À luz dos olhos seus!..
Se houver demora ao fitá-lo,
Será o momento do tempo,
Me entregando a certeza de
Um adeus que ficou por dizer,
Até mesmo na hora em que se
Diz adeus!...
por:: Suzete
Assinar:
Postagens (Atom)
