terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Amor por Amor

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Quando o amor acontece as flores se partem no ar,

Botões se abrem no mar, estrelas abrem diálogo

No céu e a lua se enche como um balão de gás!

Quando o amor acontece a gente parece levitar, o

Mar murmura ondas risonhas, estrelas sintonizam

Minha voz...e, todos os meus sentidos tateiam bem

De perto, os coloridos balões de gás...


Pelo caminho do amor ando leve como plumas,

Como brisa da tarde, como seda que esvoaça

Com o vento inesperado, como folha que sugere

Um declínio...pelo sopro desse vento, que é só

Pra refrescar...

Na leveza sustentável do amor, amo o amor...

Sustento meu corpo e alma, caminhando só

Com amor!!


por:: Suzete Torres












segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pitaia





Aborrece-me às vezes, a simetria das coisas,

Ao observar a natureza desigual e tão perfeitamente

Bela...

Assim penso a vida!

É aqui do lado de fora deste mundo, que vivo.

Tudo é diferente dos meus sonhos...não os desejo

Em formas, os desejo assimetricamente, com o absoluto

Sentido de sentir a vida em movimento, como o balanço

Das folhas quando lhe roçam o vento...





As emoções concavas em bordas de luz,

O convexo da ilusão deixando a paz,
Um abraço estreito a expressar afeto,
O sorriso largo a demonstrar felicidade,
Lábios entreabertos oferecendo um beijo,
Uma lágrima apenas, gritando as saudades,
O olhar ressacado pela despedida,
Uma onda de frio a variar com o tempo,
O calor nas mãos pelo querer tanto,
O corpo valente na certeira espera,

O avesso da vida excedida em prantos,

Mãos espalmadas a oferecer encantos,
O aroma de rosa saído da campânula,

O sabor de amora salivado na cereja,
A pitaia ao meio a duvidar-me o gosto...
As sementes negras no interior da polpa,
O florescer noturno junto com a lua,
O perfume dela a se espalhar na noite,
E a mudar seu nome....dama da noite!
Não me aborreço nunca com a natureza,

Ao senti-la altiva e sempre menina a

Suspirar docemente, ainda que sentida!

Sua perfeição não precisa de simetria...

Por si só, ela é harmonia!!

por: Suzete Torres

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sobre o tempo...





Eu não sabia que o tempo não é por si só, tempo.

Não é ele que nos atravessa...o homem é que por

Ele passa...alguns o atravessam depressa, outros

Bem lentamente...

Alguns se transformam dentro dele, outros, apenas

Passam ...outros o aproveitam.

E, nas cavernas do nosso interior, o desprezamos.

O tempo é o Senhor, a majestade valiosa que faz

Por merecer da nossa psiquê, alguma coisa de mais

Profundo, o entendimento sutil da sua importância.

É no tempo que colocamos as feridas, as dores, a

Saudade, os desenganos...pelos quais ele não é

Responsável...mas acata ,sobrecarregando suas

Costas, até envergar-se!

E, à sombra do nosso egoísmo, o abalamos.

Quem o atravessa apressadamente, não o reconhece

Como um aliado da alma...quem o faz lentamente sabe

Do seu valor e da sua estrutura tal qual uma escultura

A ser apreciada...sempre!

Os que dele aproveitam, dançando como anjos a dança

Etérea da sabedoria, se equilibram em sua linha , e , numa

Apresentação vibrante se rendem ao maior espetáculo que

O tempo pode ensinar...os sentimentos atemporais...nada

Termina, tudo continua...no tempo de cada um!

E, no entendimento temos luzes a iluminar nossos porões!

por:: Suzete Torres


"Na obstinada luta contra o tempo só me afligi...na confiança, me compreendi"!
                                                       (Suzete)


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


                                                         Fragmentos

Vibra em mim a alegre certeza de que as flores não mentem, não se cobiçam 
E não se atacam...não porque não falam, como diz Cartola, mas sim porque
Pertencem a outro reino...onde há apenas a beleza do silêncio, revelado pelo
Movimento leve e carinhoso do vento, que nunca quer machucar.Se observo
Um  bouquet preso ao laço de fitas, fico a pensar se as flores gostam de sair
De suas raízes...porque os bouquets são efêmeros...duram muito pouco tempo
Nos vasos ornamentais! Melhor seria ofertar uma semente, docemente...




"Teu nome é dor,
Ao pronunciar palavras
Que ferem, articuladas
Com a ausência do amor...

Teu nome seria  benção,
Ao pronunciar palavras
Que curam, articuladas 
Com a presença do amor...

Teu nome seria flor,
Ao silenciar palavras rudes,
Que fragmentam um todo
Que já se foi"!

por:: Suzete Torres



"Nunca me envolvo em sedas, mas a transparência é minha catarse"!
                                                   (Suzete)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Era uma vez um cristal.





O que parte nem sempre se reparte,

Vive partido em seus pedaços, sempre

A olhar suas fissuras inconstituíveis,

E a esperar que alguém as recolha para

Então, um a um de seus cacos, tentar

Colar...na expectativa inútil de tornar-se uno,

Outra vez...

Conta, o que parte, com um rejunte milagroso

Como se possível fosse, daquilo que se partiu.

Esquece ele, que o cristal estilhaça...e impossível

É ajoelhar-se à procura do pó a que se reduz...

Nem mesmo a lembrança permanece...ela se esvai

Juntamente com a varredura que é necessária fazer,

Como proteção aos pés...os mesmos pés que um dia,

Como bailarina na ponta de suas sapatilhas, andaram

Com cuidado pra ele não se quebrar...agora todo cuidado

É pouco, porque pode sangrar!



"O essencial não se ensina, porém tudo na vida tem de ser aprendido"!


por:: Suzete Torres












terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A andorinha e eu




Entre nuvens, a andorinha evade em revoada, o espaço cósmico,

A esconder do mal tempo, garantindo ao frágil corpinho a

Preservação de suas asas longilíneas...sinônimo de liberdade!

Migrando de um lugar a outro, procura ela, a sobrevivência, sempre

Em bando...sinônimo de solidariedade!

Os temporais nem bem anunciam, e, lá vai revoada encontrar

Outro abrigo...

Eu, permaneço com o olhar contemplativo, deslumbrada apenas...

Não tenho o corpinho frágil...mas a alma, ah! minh´alma!

Sem asa alguma, tento voar...não me foi concedido esse benefício...

O que faço é migrar de um lado a outro, dentro do meu próprio espaço

Físico, e , como sinônimo de solidariedade, me entrego em pensamentos,

Que seja, aos outros...dos quais, migalhas recebo.

Quando os temporais ameaçam, me recolho e espero o bom tempo na esperança

De um novo tempo!

Deveria eu, sair à procura de outro abrigo, uma vez que sou só? Obvio que

Não....Não diz o ditado que "uma andorinha só não faz o verão"?

Como me distanciar do meu habitat natural, uma vez que não tenho asas,

Não ando em bando e tenho apenas, penas?

Penas a conviver, a superar, a aparar, a chorar...e ainda contentar-me por

Ser menos suscetível a um estilingue!

Entre mim e a andorinha existe uma barreira intransponível: "a máquina pensante",

de onde recebo informações demais, conjecturas demais,questionamentos demais,

tudo demais...e me esqueço sempre de que:: "mais com menos dá menos"!

por:: Suzete Torres





segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Andantes





Astros boêmios a caminhar pelo firmamento,

Que trazes pra mim nessa noite inquieta, além

Do encanto e da luz salpicada como pó de prata?

Porque andas tão lentamente, que não percebo

O teu andar alado sobre o tapete índigo do teto

Amado?

Oh constelação! levai-me junto a caminhar na

Noite...nessa longa noite de carinhos vãos, só

Pra sentir, da majestosa noite, como é o amor

Das estrelas guias na imensidão desse espaço ao léu!

Astros boêmios...que caminham lentos, enquanto espero

O que tens pra mim...

por:: Suzete Torres