segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fomos nós....





Não fui eu, não foi você...


Foram os atalhos do ninho, mal


Percorridos, em desalinho, no frenesi


De uma paixão...


Foram as flores colhidas, antes do tempo,


E estação...fizemos do outono, o verão,


Da primavera, o inverno...e de nossas vidas,


Uma separação...


Separação dolorida, quase virou ferida, não


Fosse a distância amiga, dar para nosso destino,


Uma outra razão...


Mesmo que amor ainda houvesse, o tempo fez de


Nossa existência, um mosaico, onde o que tinha no centro,


Quebrou...a rosa da confiança, o caule edificante, as folhas


Verdes da esperança... Não fui, não foi você...


Vivamos cada momento, sem mais nenhum sofrimento,


Enquanto dormem os sonhos, que nunca foram iguais!








Por :: Suzete Torres

Reflexão


Generoso e plural , meu eu caminha
Por entre vias tortuosas,na incessante
Busca do que é etéreo , sublime...
Eternizar momentos , marcar para
O sempre , a delícia de ser o que se é...
Sublinhar com tinta impermeável , o
Amor sentido , grafado , pueril até ,
Na confecção de mim , por inteira...
Respirar somente o ar contido nele,
Inspirar somente o oxigênio vindo de
Suas notas aromatizadas , e , exalar
Depois , o seu perfume...
Viver o amor , enfim... e de amor !
E , na fileira dos sentimentos muitos,
Ser o amor , sempre o primeiro...
E ainda , como o barbante que faz
Rodar um peão , que não se rompesse
Nunca...para seguir girando,rodando ,
Girando , sem parar...
Um ciclo evolutivo do amor... não
Seria ele , minúsculas lâmpadas a
Acenderem os lírios da Terra ??
Ou , quem sabe ,a discreta luz ,
No cimo da vida?!...                                          por:: Suzete Torres




"SE EU FOSSE POETA , CITARIA OS VERSOS COMO SALVAÇÃO DA ALMA!"

domingo, 13 de novembro de 2011

Poesia sertaneja


No sertão , a lua surge mais cedo ,
Aflorando a nostalgia , da mocidade
Perdida e penhorada em costumes
Diferentes das grandes cidades...


A lenha queima mais cedo   e a brasa
Logo se forma nos grandes tachos
De cobre...os ensopados cozinham
Bem lentamente!


E o coração da moçada ?
Lá no sertão , espiam a lua
E a ela , pedem um amor , ou
Pelo menos , um namorado...


A seca é grande e cruel , lá no
Imenso sertão! Pobres moças !
Quanta virgem casadoira sem
Um par de emoção...


O realejo toca...bem lá no sertão,
A morena tira a sorte ::Há de vir,
Por sorte , um visitante noturno!
O coração da sertaneja , alvoroça
De paixão...será ele , um cavaleiro?


Não... a sorte de tudo não errou,
Veio sim , a galopes , raios
E trovões...que alvoroço no céu !
A moçoila nem chorou ...
Porque pediu ao realejo , que
Também chovesse no sertão !


                                                    por :: Suzete Torres



















Passado


Falar do passado , ficar assolado 
Ao chão que pisou...é sofrimento
Demais para quem não quer mais
O amor que se foi.


É trazer ao momento , lembranças
Borradas que o tempo apagou,  é
Pedir à mente que remexa os retalhos ,
Revolva os pedaços...pra nada, depois.


Falar do passado , sem alguém ao seu lado ,
Se faz perigoso demais !
É a coragem obscura ,instante de loucura ,
Lembranças sem molduras...pra nada , depois.


É querer colar gravuras sem cola alguma ,
Filmar em negativos e não revelar,
É perder-se do agora ,permanecer no "outrora",
E não se reencontrar depois !






"Quando o passado me assediar , saio "à francesa" , sem ninguém me notar"!


                                                          (Suzete)

















sábado, 12 de novembro de 2011

.DESPEDIDA.

V I V E R ....

   Viver...plenamente ,reviver...não somente !
                                                                         
Vista-se de sol , enquanto é dia ,
Cubra-se de lua , enquanto é noite...
Conte as estrelas , quantas puder ,
Desnude-se dos brios recolhidos ,
Em seu armário de sonho e fantasia.


Invista seu olhar no horizonte ,
Onde o amor começa e também finda.
Renova as cores do arco-íris , tingindo
De outras cores , o que já é lindo...
Exclama com sua voz , um "ah" bem alto,
De forma a ouvir , todo o infinito !


Seja você de corpo e alma , o silêncio
Doce e aromático das flores , que jamais
Perdem o encanto e o perfume...
Abraça com afã , a noite e o dia ,enquanto
Pode cirandar a roda , do imenso mundo , que
É seu ...ainda !!!                                                            por:: Suzete Torres













Há uma hesitação decalcada em meu rosto, visível sempre
Sempre em que ouso querer abrir , em minha mente
Relicários fechados ...
Há uma ponte frágil entre "eu-mente", um certo
Receio , talvez , de não saber o que irei encontrar...
Papéis de carta amarelados?
Uma pétala de rosa , desidratada?
Um vidro vazio , ainda exalando algumas notas de
Canela e orquídea?
Ou uma foto em branco e preto ?
Uma trança loura de boneca , ainda?
Ou , quem sabe , a própria boneca , empoeirada
E nua?...
Ou apenas um vazio tosco , com lembranças rotas?
A mente é insondável , com compartimentos ocultos...
Para andar por ela é necessário , ainda , estar segura ...
De que não vai sofrer ao encontrar ...sua boneca
Nua! E nem tampouco verter lágrimas , no baú vazio!