quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Festa dos bichanos


Sobre telhas envelhecidas pelo tempo,
Os gatos festejam alegremente,o cio
Poderia ser o cio da terra,mas é  a
Festa é dos bichanos...
Ciciosamente iniciam o romance,
Que segue depois com um barulho intenso,
Com certeza...se deu o ciúme.
O telhado parece cair, tão grande,
A festança...
Quem está abaixo deles se inquieta e resmunga,
Perturbam-se a tal ponto que até parece ciúme...
Os bichanos fazem a festa...
Chiados,quase gritos ouve-se do telhado...
É a hora em que atingem o clímax do desejo
Lentamente, tudo acalma...devem estar exaustos,
E por isso adormeceram...
Quem está abaixo deles,não consegue ressonar
Com tanta calmaria...
Talvez porque,ao seu lado,a cama esteja vazia,
Ou então, não deve ter uma boa companhia...
O desejo vem depressa...e depressa vai-se embora
Porque festa no telhado...
Só mesmo dos bichanos!!!!


Por:::Suzete Torres

O Vento


Esse vento primaveril
Imprime nas paredes mornas,
A ciranda do mundo florido...
Em torno de si gira,gira...
Gira o mundo,gira a vida,
Giram as estações...
Com elas,giram os pensamentos
E os corações...
Caem as folhas,ficam as árvores,
O vento se faz incerto...
O certo é sorrir ao vento,
O certo é ventilar os corações...
Roda a ciranda no meio do mundo,
Rodam as flores,os pensamentos,
Gira o mundo,as estações...
Só não gira a raíz das árvores...
Porque nela vive pr´a sempre,
A história de cada um...
Por:::Suzete Torres

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sobre poetas...


À imagem da incompreensão,
Uma certa perplexidade,
Um efetivo mistério,
Engendramentos de frases,
Naturalidade,um pouco de sobrenatural,
Num balanço, as idéias,
Às vezes,prosa...
Outras,versos...
Assim são os poemas...do poeta amante
Da palavra escrita...
É um tolo quase sempre,
Seresteiro sem seresta...
Cancioneiro sem canção...
Feito de desentendimentos ,
E ao mesmo tempo se conectando...
Com o silêncio,presença e distância,
Flagrados pelos simbolismos,
O poeta é antes de tudo o companheiro
Dos sensíveis,entusiastas e deslumbrados...
Imana da alma poética,a alegria e tristeza,
Amor e rancor,reflexão e humor...
Por esse caminho passeiam os poetas...
Colhendo "daqui e dali"botões de rosas,
Dos quais espera o desabrochar,
Aproximado daquilo que está bem rente ao leitor,
O poeta usa forças intrínsicas para parir o
Lirismo...desaguando nas esferas da intimidade,
A proposta inesperada da contemplação!!!



"Camões,seu nome retorcido como um búzio!
  Nele sopra Netuno"...(Mario Quintana)



Por::Suzete

7 de setembro


OH!!Pátria amada idolatrada...que seja salva,
Por homens de bem,
Que sejam,eles,símbolos de amor e fraternidade,
Tu dormes em berço esplêndido nesse instante,
Porém um sono de desigualdades.
Se és Terra, Mãe Gentil....
E o teu nome é Brasil,
Que encanta com suas cores...céu e mar,
Os verdes das florestas,flores e sabiás,
Não te deite eternamente nos braços fortes
Do poder que corrompe e enfraquece o teu brio...
Fulgura-te como estrelas no límpido firmamento!
Tuas flores são muito belas para se perderem na
Fome,na injustiça e na terível negligência dos governantes.
Vossos bosquem querem vida,
Nossas vidas....mais amor!
OH!Pátria amada,Brasil...
Salve,Salve,...Salva-te!                                                                              Suzete

MINH´ALMA


Mesmo que minh´alma se arranhe,em alguns momentos...não me importo.
Gosto dessa "ardidinha" de um raspão,quando se trata de conservar minha
Sensibilidade...
Permito sempre que ela se declare aberta,sem medos e desconfianças.
Gosto de me surpreender com coisas simples,pois nelas estão a grandeza,
Muitas vezes disfarçadas e cobertas com o xale da vaidade.
Minh´alma é criança...que nunca vai amadurecer.Os frutos maduros tendem
A estragar com facilidade...bom mesmo é degustá-los antes disso.
A oclusão do ser faz de si,um "disco rígido"e para essa forma é necessário
Ferramentas e técnicas para consertar...quando for preciso.
Minh´alma é fotografada sem retoques pelos meus olhos,e,eu adoro isso.
Não imponho ao meu olhar, um brilho arranjado...brilha se tiver de brilhar,
E fala se tiver de falar...
Ensinei-o a obedecer a sensibilidade de min´alma...e ele aprendeu.
Como as azaléas de tons variados e vibrantes que pedem muita luz e
Pouco sol...minh´alma também vive desse paradoxo:pouco sol e muita
Luz...translúcida,como o vapor que encobre os objetos mas que permite
Percebê-los...
....Transcendente,como um monge que supõe a intervenção de algo elevado
     E superior...Assim eu vivo...e de vez em quando,"assoprando" um arranhão!
   

        


Suzete

MÃOS... ( De Eliana Donato para Adélia)


Mãos delgadas,cadentes de amor,
Pacíficas e ternas...
Mãos sempre como um cálice,
Prontas para servir...
Mãos cálidas de afeto,
Acolhimento incessante...
Mãos fidalgas,
Nobres e hospitaleiras...
Mãos afãs,
Disponíveis...
Mãos ciosas,
Oferenda ao universo...
Mãos cordatas,
Cristais de solidez...
Mãos crepom,
Magia do tempo...
Mãos que nunca serão esquecidas por quem a beijou...
Por quem a pegou...
Por quem a sentiu...
Em seu crepúsculo ficou a imagem da sabedoria...
Mãos...eternamente credoras de uma eterna lembrança!!!!


Por::Suzete Torres

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Descoberta


Andei por dentro de mim,
Passeei...dei voltas pelo
Quarteirão de minh´alma...
Encontrei caminhos,por mim
Esquecidos...
Arejei meu corpo...
Prazer...
Descobertas...
Voltei com a sensação de quem
Nasce agora...
O cenário? crepuscular....
Porém ainda,com zonas férteis
A serem exploradas...
Senti sede,...sinto sede agora...
De aprender ...e de reconhecer
Que a vida é bela!
Busco nesse instante,as margaridas
Que florescem à sombra dos jardins,
Busco a paz de sua cor e a quantidade
De suas folhas...desfolhá-las uma a uma
Se preciso for...Novos brotos surgirão!!
por::Suzete