domingo, 21 de agosto de 2011

Um mini conto,singular...mas composto de um gênero literário brilhante...O talento da escritora penetra no leitor o interêsse pela obra sintetizada,mas recheada de conteúdo!

                                                                   Escrita a Lapis

                              
Era tão apagada que certa vez inadertidamente a Vida escreveu sobre seu rosto uma nova história pensando tratar-se de uma página em branco.
Firmemente ela passou a ter novos pensamentos.


De Maria Lucia Simões
março de 2006
Contos Contidos

Até hoje...: Artesã de sentimentos

Célia, esse poema,para mim está como primeiro entre todos.
Continue nos premiando com sua inspiração!

Nós leitores,quem temos que lhe agradecer...Beijo

Onde o sujeito é amor!

Essa mania de querer ser perfeita,
Esse dom magnânimo de doação,
Essa luta incessante contra o mal
Esse carinho imensurável que sinto...
Fazem parte da estrada que percorro..
Às vezes,desorientada de mim
Preciso indagar como voltar...
E,não compreendendo o caminho de volta,
Perco-me!!!

E,ao perder-me de mim mesma,persisto
Na única estrada que sei de cor!
Não aprendi sobre outros  caminhos...
Sei que poderia desbravar outros trilhos,
Mas o sentimento propulsor
Intrínsicao ,sedimentadao e coladao em mim,
Prestante ,sem preguiça...
Andante,acolhedor,
Simples e composto ao mesmo tempo
Talharam a janela de minh´alma com o
Amor ...predicado,
Onde o sujeito sou eu!
Assim,sem me perder,sigo apenas os caminhos
Que aprendi percorrer!!!!




POR:::Suzete Torres

Contido

Dentro de um fiel relicário
Foram guardados mimos
Todas eles preciosos...
Até uma pétala de rosa,
Com o tempo desidratada
Porém inteira e rubra
Ofertada,talvez,um dia.
Por mais coisas que se guarde
Sempre há algo que fica
Esquecido...
Objeto inanimado,mas nem por isso
Vazio...contido em seus segredos
Contém recordações sublimes...
Só não guardou a lembrança
De que nunca tive um relicário!
É minha mente esquecida...Foi
Um lampejo fugaz trazendo
Sentimentos contidos

Calar é conter...conter é calar.





Por:::Suzete Torres




sábado, 20 de agosto de 2011

O TEMPO

Depois dos sessenta,ainda se tenta
Ser feliz muito além das quimeras
Tateando o tempo,procurando por
Ele,que já ficou para tráz...
Fechado em sua ostra,busca as
Pérolas espalhadas pelo vento
Que o tempo guardou...em algum lugar
A cada dia que começa...um recomeço.
Vincos no rosto devolvem à lembrança,
Os vínculos do amor que a Vida registrou
No vazio,a felicidade cochila,e,sonha...
Devaneia projetos e esperanças...
Depois dos sessenta,ainda se tenta...
Arrastar as horas com sentido aprazível,
Olhar os campos de flores,e,sentir deles
O perfume,sutilmente exalado...
Sugerindo uma saudade...que ficou
E,vislumbrar ,mesmo que ao longe,
Uma pérola,só uma que seja, que
O vento transportou!!!
Ainda se tenta,depois dos sessenta,
Sózinho,ser feliz!!!





Por:::Suzete Torres

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

FACETAS

O sucesso embriaga,distorcendo valores
Rompendo vínculos,fugindo dos amores
Que não lhe cevam o vício da presunção
Nenhum homem sobrevive bem se não
Consegue entender a verdadeira dimensão
Da condição humana...
O convencimento idiota,o encanto com sua
Própria figura ,a fugídia fama,o entusiamo
Doentio pelo supérfluo nada mais é
Do que falta de equilíbrio emocional...
O comportamento circular não julgo positivo,
Porém,o exagero quanto á valorização do
Status...é de uma mediocridade sem tamanho.
A dissociação da finalidade do "simples"
É feita sem qualquer pudor,levando a desastrosas
Consequências...é a vitória pelo "adquirido" e não
Pelo conquistado.....Tenho pena de criaturas assim,
São pessoas massificadas,indelicadas e indesejáveis...
E,por que não dizer com todas as letras::
SÃO PARENTES PRÓXIMOS DO NARCISISMO!!!!
Rose belle!,Belle rose!


Suzete Torres

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Por instantes....

Amar o amor com a virtude do amor,
Um amor papável,embora abstrato...
Amor calmo,prestativo
Amor presente,que já se faz futuro
E de presente te faz contente

Liberdade de amar...
Amar com liberdade...
Ter entre os dedos sua espuma
Que borbulha o amor sempre constante
Permanente....

Na eternidade e em todo instante,
O amor primeiro contagiante
Sem mistérios,sabê-lo vivo
Saber do seu perfume intermitente
Destilando o aroma persistente...

Vida com liberdade...sem mistérios
Mergulhar na espuma perfumada
Que o amor traz com liberdade.
Na eternidade,bem distante
Amar o presente que já se faz futuro
A todo instante...e te faz contente

Saber do amor seus mistérios
Para um dia,não morrer por ele
Com os dedos mergulhados em
Sua espuma sem saber que foi só
Por um instante...
E sendo só por um instante,
Ele não te faz contente!!!

E,descontente , não o saberá vivo nem por um instante!!
Por:::Suzete Torres