quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu, criança.



Peguei pela haste uma folha e a girei entre os dedos, como se fosse brinquedo.

Enquanto os adultos falavam , eu , como criança continuei a brincar com a folhinha

Quis manter minha perspectiva de criança sempre viva...Os adultos estão sempre exaustos,

Pensei...

E, degustei esse prazer...despertar a criança que há dentro de mim!

Lembranças velozes...chupar laranja em gomos, picolé de groselha,gelatina de três cores,




Maria-mole de coco queimado,pirulito de chupeta...e, até um ventinho leve no rosto senti.

A sensação é surpreendente! Diante dos meus olhos estava um mundo diferente...

Numa cumplicidade entre a criança e eu, não levei dois segundos para descobrir que

Caminhamos em sentido oposto ao natural, e , que viver com naturalidade é muito,

Mas muito, muito melhor!! (Por:Suzete Torres)

Inveja boa...




Com a mais amarga inveja ,

Ponho-me pensativa , ao

Analisar o entendimento

Fraterno entre dois amantes...

De como juntos passaram a vida,

Apesar dos percalços, atravessando

A juventude, enfrentando a velhice...



Sem titubeios, afeiçoados sempre,

Sem mentiras, só com amor...


Leais e se respeitando por longo e

Longo tempo...

A conquista da fama dos heróis, a


Vitória dos grandes generais, as

Vistosas mansões...não me causam

Inveja...mas quando sei de um

Amor assim, aí sim...Saio de perto

Às pressas, com a mais amarga inveja! por:: Suzete Torres

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Amores"??


Um Neruda , desencapado,
Um urso de pelúcia, empoeirado,
Um compacto vinil , riscado,
Uma caixa vazia de sabonetes Tabu,
E papéis, desamassados, um a um de
Sonho de Valsa...


Com excitação remexi nos guardados...
Que com esmero foram na caixa, depositados.
Sabia das muitas quinquilharias,  só não
Imaginava que fosse tão funda....porém ,
Profunda se fez minha curiosidade...
Cartas , muitas cartas de amor encontrei !


Era isso, então...um cemitério de amores!
Que buquê teria minha tia, uma senhorinha
Recatada... e tão pacata?
Teria sido um grande amor, ou amores?


Não será permitido saber...como gostaria.
Hoje ela descansa em cemitério de pedras...
...E quem sabe, sem nenhum perfume ou
Uma flor...                                                           por: Suzete Torres




"Aos olhos do amor , qual a sentença ordenada pelo juiz do coração?"(Suzete)

Viagem... (por Suzete Torres)


Um trevo de quatro folhas ,
Na clarabóia da lua, expande
O verde da tríade em plena
Madrugada...


A outra folha do trevo, escondida
Atrás de uma nuvem, surge depois de
Instantes, junto com o clarão da lua.


Um espetáculo a céu aberto com o 
Inusitado confunde, a noite que não
Dorme e nem ao menos , cochila...
Apenas vigia e ouve sem precedentes, os
Murmúrios de um poeta...


A clarabóia da lua, guarda sonhos,
Segredos e fantasias.


Ao trevo de quatro folhas, peço um sonho
Sem segredos e fantasias...
Oh! noite estendida pela madrugada afora,


Traz-me o amor mais sincero... amor por
Dentro e por fora, e , se puder me leva só um pouquinho pra lua!






















"Sonhos

Tolices....


Como uma gangorra , vivemos...
Ora, revivendo o passado , ora
Vivendo o presente, ora pensando
O futuro...


Fazemos do tempo a gramática e
Também a matemática...contando
Dias que se foram e quantos virão,
Ainda...


Poderíamos enumerar estrelas, rever
Películas magníficas, antigas...menos
Fazer de nosso tempo,um labirinto de
Argumentos...


Mapear coisas, elucubrar no vazio, 
"Resgatar" perdas... inútil ! mas o
Homem insiste e persiste em navegar
Nesse mar de tantas circunstâncias
Já naufragadas pelo tempo....


Sair dessa tormenta e saltar para a
Clareira, é renovação de espírito, 
Como a constelação em luz...


Sem fazer contas, sem gramaticar,
Sem lamentos no pensamento, e,
Sem lembranças indistintas.


O que de fato importa, é divagar em
Palavras, rabiscar qualquer coisa,
Escrever um poeminha...que é o que
Faço agora!!                                                                 por:: Suzete




"Se eu fosse poeta, acho que teria a alma tola...como muitas, entre os poetas"!
                                       (Suzete)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fomos nós....





Não fui eu, não foi você...


Foram os atalhos do ninho, mal


Percorridos, em desalinho, no frenesi


De uma paixão...


Foram as flores colhidas, antes do tempo,


E estação...fizemos do outono, o verão,


Da primavera, o inverno...e de nossas vidas,


Uma separação...


Separação dolorida, quase virou ferida, não


Fosse a distância amiga, dar para nosso destino,


Uma outra razão...


Mesmo que amor ainda houvesse, o tempo fez de


Nossa existência, um mosaico, onde o que tinha no centro,


Quebrou...a rosa da confiança, o caule edificante, as folhas


Verdes da esperança... Não fui, não foi você...


Vivamos cada momento, sem mais nenhum sofrimento,


Enquanto dormem os sonhos, que nunca foram iguais!








Por :: Suzete Torres

Reflexão


Generoso e plural , meu eu caminha
Por entre vias tortuosas,na incessante
Busca do que é etéreo , sublime...
Eternizar momentos , marcar para
O sempre , a delícia de ser o que se é...
Sublinhar com tinta impermeável , o
Amor sentido , grafado , pueril até ,
Na confecção de mim , por inteira...
Respirar somente o ar contido nele,
Inspirar somente o oxigênio vindo de
Suas notas aromatizadas , e , exalar
Depois , o seu perfume...
Viver o amor , enfim... e de amor !
E , na fileira dos sentimentos muitos,
Ser o amor , sempre o primeiro...
E ainda , como o barbante que faz
Rodar um peão , que não se rompesse
Nunca...para seguir girando,rodando ,
Girando , sem parar...
Um ciclo evolutivo do amor... não
Seria ele , minúsculas lâmpadas a
Acenderem os lírios da Terra ??
Ou , quem sabe ,a discreta luz ,
No cimo da vida?!...                                          por:: Suzete Torres




"SE EU FOSSE POETA , CITARIA OS VERSOS COMO SALVAÇÃO DA ALMA!"