sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Descoberta (substantivo e adjetivo)


Olhos
         de embriaguez
Lábios
           cor de morango
Faces
          duas maçãs
Passo as mãos pelos cabelos e nuca,
Num movimento comprimido...
Viro a cabeça uma vez,de um lado
Igualmente, do outro...
Pego-me nua frente ao espelho...
Penso:
           corpo ainda fértil para aleitar um amor.
Namoro-me mais um instante,
                                              ainda nua
Um frêmito nas mãos
                                Vergonha
Abro o chuveiro deixando cair a água morna ,
Que acalma e relaxa...
Da cabeça aos pés....
Depois...envôlta em toalha branca e macia,
Volto ao espelho...                               
                            "um que" de mistério no olhar
O reconhecimento,talvez...
Cai a toalha ao chão...
                                 não me importo
Diante desse momento mágico,sei agora
Que tenho sede de carinho,e, que em meu corpo
Pode morar ainda, um grande e verdadeiro amor,
Um amor por excelência...como os meus cabelos brancos...
Então visto-me,passo um baton,borrifo em minha pele,
Água de lavanda....
                             Pego um livro,
Na página que abri,leio::"São tão contraditórias as flores!Eu era jovem demais para saber amar"...(Saint -Exupèry)
                                  
          
             
                               
    
    Por::::Suzete Torres

...dos poetas


O poeta,como todo artista é um engenheiro...
Enovelando frases,alinhando e desalinhando textos,
Alinhavando pensamentos,e,sobretudo confeccionando
Versos e prosas...um fabricante do desejo,do amor,do
Real,surreal,...enfim,o poeta inventa a vida!!!

Ejeta no papel em branco sua alma em sonhos,humor,
Aflições e afeições...gosto e desgôsto,alegria e tristeza,
Lágrimas e sorrisos,reflexões e realidade....
O leve e pesado,prazeres e decepções e a indelével marca
De sua personalidade lírica.

O poeta é o construtor dos poemas,às pressas,anotados em
Folha de papel...
É o estudante que se apaixona...
A moça que se enamora...
A senhora que relembra...
O ancião,que busca na memória,algo que lhe tocou,um dia.

Mario Quintana diz que o poeta é um tolo...Concordo.!
Tolo porque chora,se emociona,devaneia e contempla...
Mas se não fossem os poetas, como seria a vida?
Seria simplesmente árida e sem cor...
Seria um papel em branco....apenas!!!
Por:::Suzete Torres

A poetisa e o amor


Este infinito amor,como o rio,como o mar,
Maior que o mundo,talvez,...começo a procurar..
Esse amor sem suspeitas...irreal,
Desliza macio sobre meu ser...
Tardio,incandescente e belo,
Faz respirar a rosa...
E exalar o seu perfume.
Como astros que gravitam,
Como o silêncio profundo,
Como galáxias no infinito,
É esse o amor que procuro!!!





"Teu nome tem qualquer coisa que afaga como uma lua macia"! (Vinicius)
por:Suzete Torres

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Festa dos bichanos


Sobre telhas envelhecidas pelo tempo,
Os gatos festejam alegremente,o cio
Poderia ser o cio da terra,mas é  a
Festa é dos bichanos...
Ciciosamente iniciam o romance,
Que segue depois com um barulho intenso,
Com certeza...se deu o ciúme.
O telhado parece cair, tão grande,
A festança...
Quem está abaixo deles se inquieta e resmunga,
Perturbam-se a tal ponto que até parece ciúme...
Os bichanos fazem a festa...
Chiados,quase gritos ouve-se do telhado...
É a hora em que atingem o clímax do desejo
Lentamente, tudo acalma...devem estar exaustos,
E por isso adormeceram...
Quem está abaixo deles,não consegue ressonar
Com tanta calmaria...
Talvez porque,ao seu lado,a cama esteja vazia,
Ou então, não deve ter uma boa companhia...
O desejo vem depressa...e depressa vai-se embora
Porque festa no telhado...
Só mesmo dos bichanos!!!!


Por:::Suzete Torres

O Vento


Esse vento primaveril
Imprime nas paredes mornas,
A ciranda do mundo florido...
Em torno de si gira,gira...
Gira o mundo,gira a vida,
Giram as estações...
Com elas,giram os pensamentos
E os corações...
Caem as folhas,ficam as árvores,
O vento se faz incerto...
O certo é sorrir ao vento,
O certo é ventilar os corações...
Roda a ciranda no meio do mundo,
Rodam as flores,os pensamentos,
Gira o mundo,as estações...
Só não gira a raíz das árvores...
Porque nela vive pr´a sempre,
A história de cada um...
Por:::Suzete Torres

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sobre poetas...


À imagem da incompreensão,
Uma certa perplexidade,
Um efetivo mistério,
Engendramentos de frases,
Naturalidade,um pouco de sobrenatural,
Num balanço, as idéias,
Às vezes,prosa...
Outras,versos...
Assim são os poemas...do poeta amante
Da palavra escrita...
É um tolo quase sempre,
Seresteiro sem seresta...
Cancioneiro sem canção...
Feito de desentendimentos ,
E ao mesmo tempo se conectando...
Com o silêncio,presença e distância,
Flagrados pelos simbolismos,
O poeta é antes de tudo o companheiro
Dos sensíveis,entusiastas e deslumbrados...
Imana da alma poética,a alegria e tristeza,
Amor e rancor,reflexão e humor...
Por esse caminho passeiam os poetas...
Colhendo "daqui e dali"botões de rosas,
Dos quais espera o desabrochar,
Aproximado daquilo que está bem rente ao leitor,
O poeta usa forças intrínsicas para parir o
Lirismo...desaguando nas esferas da intimidade,
A proposta inesperada da contemplação!!!



"Camões,seu nome retorcido como um búzio!
  Nele sopra Netuno"...(Mario Quintana)



Por::Suzete

7 de setembro


OH!!Pátria amada idolatrada...que seja salva,
Por homens de bem,
Que sejam,eles,símbolos de amor e fraternidade,
Tu dormes em berço esplêndido nesse instante,
Porém um sono de desigualdades.
Se és Terra, Mãe Gentil....
E o teu nome é Brasil,
Que encanta com suas cores...céu e mar,
Os verdes das florestas,flores e sabiás,
Não te deite eternamente nos braços fortes
Do poder que corrompe e enfraquece o teu brio...
Fulgura-te como estrelas no límpido firmamento!
Tuas flores são muito belas para se perderem na
Fome,na injustiça e na terível negligência dos governantes.
Vossos bosquem querem vida,
Nossas vidas....mais amor!
OH!Pátria amada,Brasil...
Salve,Salve,...Salva-te!                                                                              Suzete