sábado, 13 de agosto de 2011

A lua e eu



É preciso o espaço sideral para se ter a lua
É preciso envolvê-la em seda..
Trazê-la para perto...
Enquanto é crescente...como nossos desejos.
Porque depois...
Depois ela se torna cheia...
Como nossos sonhos...
Aproveitar..enquanto é só um risco no azul do céu...
Trazê-la das nuvens que a encobre toda...
Como nosso íntimo vedando o vazio...
Esmerar sua grandeza...
Como o queremos para nossos brios
Para depois,devolvê-la ao seu espaço
Onde é nele que brilha...fazendo noites enluaradas...
Como todo nosso ser...que anseia por luz...
                                                    Luz que não se apaga...
                                                    Que insufla inspirações,e,que permite
                                                    Um caminhar etéreo!!!!!
                                                   







Por::::Suzete Torres

ESTONTEANTE

Minhas mãos varadas de luz tateam a compreensão que o meu entendimento não consegue alcançar....
A percepção,através de outros sentidos me calaram...de tal forma que me falta voz para gritar o grito sufocado...só ele
revelaria minha indignação!
Mas não,..ele está sob efeito hipnótico!
Os meus olhos viram a sagacidade virar
grosseria,e, os meus ouvidos recolheram
todo o lixo dito,explícito e surreal.

...É a covardia coroando o poder...
É a ratazana dos aposentos públicos,correndo de um lado a outro,tentando matar a fome roendo papéis,perdendo-se no infinito do auto-desconhecimento,usando de evasivas,e, delegando ao seus súditos... apenas obediência.
É a apoteose de um espetáculo sem nome...porém com atores despreparados que pecam até mesmo na decoração de textos!!!
Minha visão insiste em não apagar a cena.
Minha audição repete o eco do absurdo.
Minha boca se mantém calada.
Restam-me as maõs para percorrer os meus braços,como se eu tivesse sentindo frio num gesto de quem quer entender alguma coisa...então minha mão passa em um braço,a outra mão passa no outro,e,nada...só frio.

Há de passar esse estado de perplexidade.
Ainda tenho esperança...
A consciência humana precisa ser tocada,
em algum momento,para um minuto de reflexão!!!
...o bastante para perceber que o poder escraviza.
...o essencial para reconhecer o sentido dos valores
...o importante para se fazer do trabalho,um meio
   de sobrevivência,com serenidade, confiança e respeito.
...o enfrentamento,sem máscaras.
...e sobretudo,lembrar sempre que o barco não é sòzinho,
...ele carrega todos nós,
....por isso, a solidariedade!!













Por:::Suzete Torres

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

AVE FERIDA

Ferido,ele empresta à dor,o seu canto...
Até que alguém o encontre para salvá-lo,
Sofre...indefeso.
Não há nem o canto para clamar piedade.
Desapercebido,vive de migalhas para
sobreviver...não sabe sequer da direção
que vieram as "pedradas"...
Frágil....espera.
A esperança é que a compaixão se cumpra...
E,que,num ato de bondade e misericórdia,qualquer ser humano,por mera intuiçao,resolva realizar naquele instante,a justiça com a prática do amor.
Aí então a ave ferida terá chance de recuperar o seu trinado.
Caso contrário morrerá sem que ninguem saiba que a lesão maior,que provoca dor e
que impede seu canto...está sob suas asas!!!!!
Impossível,cantar com dor!!!
Encantar...mais ainda!!!!





Por::Suzete Torres

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tom sobre tom

Minha imaginação excitada
Talvez pela atmosfera árida,
Ou pelo crepúsculo impreciso
Também,talvez pelo tom cinza
Do meu íntimo...
Naveguei hoje pelo meu interior

Aportei em lugares estranhos,ainda
não visitados.
                                                                    Não foi necessária,a demora...
                                                                    Ràpidamente dei-me conta de que
                                                                    Tenho vida dentro de mim...
                                                                    Falta-lhe cor!

                                                                    Aterrisei com uma vontade imensa
                                                                    De pincelar com exuberantes tons
                                                                    A palidez que denuncia o meu passado...
                                                                    E o meu presente...por que não??
                                                                    Do contorno esmaecido do meu ser.
                                                                    Indeciso e vacilante.quero a cor carmim...
                                                                    ...e para combinar com ela,escolherei
                                                                    tons inspirados no universo..sem esquecer
                                                                    da minha natureza anímica!!..
                                                                    Branco...a sua cor!!.
Por::Suzete Torres                                                                   
                                                                    
                                                                                                                                       


Convivío


A calma e vagarosidade de certas pessoas,me dão impressão de doença.É o contraste do estado letárgico com o que move contínuamente...
Viver e conviver com pessoas assim é como ir a um parque de diversão,e ver a roda gigante girar sem ninguém.
Eu tenho medo de roda gigante,mas não tenho medo de girar pensamentos e muito menos de expressá-los.Os movimentos retardados,automatizados provocam uma angústia tão grande que me levam à escrita rápida e muitas vezes,subjetiva.Mas não há outra maneira...às vezes me lembro daquele filme Shirlei Valentine,que,ela conversava com os azulejos...tamanha solidão sentia.
Até que ela resolve viajar para outro país ,deixando a própria casa e com intenção de não mais voltar.Só assim para seu companheiro sentir sua falta...e ir buscá-la.
Filme é filme...minha realidade é outra.Penso até que,no meu caso,não faria falta alguma...como um vaso que mudou de lugar e passou despercebida,a mudança.
Não há querer,ninguém vê nada...todos tranquilos diante da sua própria realidade.
Então diante desse quadro cotidiano,vêem à lembrança  a casa onde nasci...meu pai com passos ligeiros,minha mãe de avental sentada à porta da cozinha descascando batatas,a mesa posta para a refeição e vozes entre nós...Vozes!!!vozes!!!Oh!vozes como gostaria de ouvir.Eu me sinto cúmplice dessa realidade vivida um dia,porém renego desgostosamente o silêncio que persiste e insiste em silenciar!
Não peço baterias,pandeiros,sanfona,tambores...apenas o diálogo trivial,como o arroz e feijão que faço todos os dias,sempre dando e doando sabores.                   Por::Suzete Torres

domingo, 7 de agosto de 2011

Um outro olhar....

Muita coisa de mim,levaram...
Perdi o sorriso que tinha,
O jeito de meninice,
A graça no caminhar,
Até o brilho no olhar...

E hoje,mesmo dispersa
Com os olhos muito fundos
Ainda insisto com a vida...
Tenho muito amor por ela...
Até faço poesias...falando dela

Da mesma forma que vem,
O tempo também vai..
Com olheiras bem marcadas
                                                                     Hoje lanço pr´a vida um olhar
                                                                     Bem diferente...com muita comoção
                                                                     
                                                                      Os sentimentos do mundo...são tantos!
                                                                      Hei de aprender com ele ter vida
                                                                      Dentro de mim....
                                                                      Já era para eu saber...
                                                                      Se não tivesse,na vida,vivido pr´a outro
                                                                      Alguém...
                                                                     
                                                                    
















Por:::Suzete Torres

Liberdade ou libertação?

Dentro de um alçapão,todo enferrujado,
Deixaram, o pobre coitado, do sabiá acuado.
Dentro do seu contexto de pássaro indefeso,ficou ele a espiar a liberdade do lado de fora.
Penas lindas,cambiantes...mudava de cor com o reflexo da luz do sol que nem sempre o banhava.Sem carinho e alimento é muito sofrimento...Só que um dia ele piou...fraquinho,muito fraquinho.
Ia passando um andarilho e ouviu o chamado.Os dois naquele instante estavam em igual condição...
O sabiá, encurralado naquela prisão terrível,e o andarilho querendo só um pouquinho de vida...Sem hesitação,o pedinte abriu o alçapão,soltando aquela ave sofrida...que depois de grande esforço conseguiu bater as asas.
Voou bem baixo...voou!Algumas horas depois...cadê o sabiá???estava longe,bem longe daquele lugar,procurando o andarilho para as suas
asas emprestar!!!
O pedinte entendeu que não era possível ter asas, porém aprendeu com o pássaro que nada mais importante que ser livre para voar!!!!
Deste dia em diante o pássaro só cantava e o seu libertador andarilho,nunca mais se soube dele...parece,não tenho certeza,que ele foi visto,uma noite, com uma bela indumentária!