sábado, 2 de julho de 2011

Faces da Alma

Nossa alma tem quatro faces:
A face do amor
Do ressentimento
Do perdão
E a face da dor.

Para o ressentimento,damos o perdão
Para o perdão precisamos do amor
E,para a dor é preciso a calma para não se cair em desvario.
Não necessariamente na mesma ordem,..amor,ressentimento,dor e perdão,
Esses sentimentos uníssonos ,cantam uma só melodia:
A do amor...que é virgem por sua natureza.
Ele não desagrava,não desalinha e não desafina.
Sendo o amor a face da alma mais completa em si ,
As outras faces são subalternas à sobrepujança do amor! 
E,sendo o amor, a "máxima" da alma,não precismos do perdão
Porque não haverá ressentimento,que por sua vez não trará a dor!


Por : Suzete Torres

O jardim da minha vida

A terra fértil,afofada e alimentada por organismos seivados se prepara para o
nascimento das sementes nela espalhadas.
Tudo parece estéril,antes da germinação...
A espera,muitas vezes,é grande! A ausência
da chuva é substituída por regadores e um
olhar matutino sôbre ela,a terra, é fundamental.
Cumpre-se o seu ciclo...porque a natureza
é soberana e eis que de repente vimos surgir
pontinhos verdes que ainda não saciam nossa
curiosidade.Um pouco mais de tempo...mais contemplação.
Não se pode desistir.A terra é promissora e
cremos na fecundação.
Quando não esperamos,tudo brotou!Percebemos que várias sementes foram espalhadas tamanha a variedade de espécies que
avistamos.Um manto colorido cobre o jardim da minha vida!Colho-as?Não...Deixo que
permaneça em seu habitat,mesmo porque,sentirei vontade de visitá-las.
E também seria egoísta se as tirasse dos beija-flores.E teria receio também de machucar
as raízes...Tenho-as sempre que quiser...basta que nossa relação seja única,num comprometimento que só se dá através do amor."Elas me fazem feliz com a beleza e em
troca eu lhes dou cuidado,carinho e proteção".Enquanto isso:: No jardim das flores não
sei qual escolherei,aquela que for menos bela...com ela me identificarei!

Por: Suzete Torres

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Senhora DEPRESSÃO

Depressão...estado mórbido que se instala na gente sem pedir licença e como um intruso,invade nosso ser provocando ruínas que nos desmorona a ponto até mesmo
de termos de procurar no meio dos escombros,pedaços de nós.
Se é o mal do século, a mim não interessa.Venho lutando com esse "trator' que com sua força abate,descompõe,transfigura,e alem disso mete medo.
Sou frágil demais para enfrentar esse monstro...Não possuo energia para tanto,porque
esse mal não é para qualquer um não.Um lutador de boxe,talvez,conseguisse dominá-lo,porque,ao contrário do que pensam as pessoas,o remédio está muito distante de ser elaborado por laborarórios.Penso até que não há interesse comercial para a extinção desse mal,que,enquanto isso vamos de marca em marca sendo cobaias e enxertando as
farmácias com nosso dinheiro.Claro!porque para livrar-se dela tomamos tudo,tudo,tudo
que nos for receitado.Mas....nada!Ela usa máscaras,se esconde por trás das cortinas de nossa ingenuidade,aparenta ser sua amiga para depois lhe dar o bote.E que bote!!!
Sinto saudades da minha serenidade,dos meus sorrisos,do meu ânimo.Adoro a vida!
Dona Depressão,suma...desapareça!Aqui não és bem vinda...e com isso não estou mandando voce para outro corpo,porque ninguem merece.Quando digo para sumir é
para se extinguir da face dessa Terra para sempre!Mentes sãs em corpos sãos não tem
lugar para a Senhora.Procure um abismo,chegue ao seu topo e se atire de uma vez por
todas,desaparecendo, sem deixar vestígios.
Depressão,por favor vai embora...minh´alma que chora quer ver o seu fim.....
A ilustração que usei para esse texto chama-se Intruso.Olhem bem para eles...que feiura,desconjuntados,sem formas e sem nenhum detalhe que alegre nossos sentidos.
Por: Suzete Torres

Prece

Rogo ao Senhor,meu Pai a minimização da penúria em que me encontro.
A penúria a que me refiro não se atem a coisas materiais e muito menos espirituais,
porque sou sua filha,creio em Vós e sabeis o quanto o amo.
Porém sinto-me sem forças e débil perante a vida.
Minh´alma parece estar maior que o meu corpo...sinto seu peso querendo sempre
me desanimar!
Sei que para Vós não precisa falar muito,por isso só vos peço:Cuida de mim...
Por:: Suzete Torres

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O desenlace...

Se um dia eu perceber o recomeço me rondando,quero estar atenta para não me deixar enlaçar desde o começo.Quero estar forte o suficiente para fingir não perceber o laço pronto a me enlaçar.Quero entrelinhas
fazer saber que o laço que me enlaçou um dia,hoje não me enlaça mais...
O enlace já desenlaçou e agora nem com várias pontas
não se faz laço nenhum.
O laço,o abraço, o cadarço,seja de seda ou algodão cairam no lasso porque o laçador
de tão lascivo que foi descuidou do nó que se afrouxou,deixando o laço desenlaçar!!!!Agora,seu moço,pegue sua corda de enlaçar e tente de novo em outras fronteiras,um enlace bem feito e tome cuidado para de novo não desenlaçar,porque
de  laço em laço ,o compasso se perde e pode voce se deixar enlaçar!!!


Por: Suzete Torres

O amor e o mar.

A monotonia das ondas nas águas mornas do oceano
impossibilitam a beleza ,que,delas é propriedade única.
É preciso uma leve agitação para acontecer o encantamento.É preciso também que nada pareça morno para que,em contato com a pele ,se consiga sentir a sensação do contraste.
É preciso,mais ainda, que revoltas salientem o seu branco.
Como mistura de espuma...
É fundamental que não se agite muito...mas na medida exata para se notar,porque
na imensidão busca-se a grandeza e na grandeza encontra-se o amor.
E o amor não suporta o pouco...Ele se alimenta de movimentos para ser indelével e para isso precisa do outro para se manter vivo e manifestante.
Sem essa alquimia tudo fica morno...a vibração se esvai,deteriorando sentimentos e
devolvendo ao seu cais apenas o que deixou de ser ou, quem sabe, o que foi um dia!..

Por:: Suzete Torres

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pensamentos


O pensamento se desloca para o universo à procura de um casamento
com a paz.Percorre vários caminhos
como fazem as andorinhas que depois
de muito voo se aportam no ocaso.
Na decadência do dia é que encontra
a sublime ascendência...paradoxal até
parece.Mas não.O sentimento de paz,
a sensação serena, o dever cumprido
e porque não dizer comprido,juntos,
elevam o ser às alturas bem pertinho
do céu,onde o sol pede licença e se  despede dando lugar à noite ...Adormecemos e sonhamos com o dia de amanhã.
Mas antes...o casamento com a paz!!
Por: Suzete Torres