segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ode à rosa

Rosa semiaberta,perfumada
Úmida do orvalho da noite
Deitando suas pétalas
Sôbre o roseiral
Querendo sua beleza ocultar

Rosa,de roseira faceira
Delicadamente aveludada
Rósea,rosada,corada
Ingênua,ao mesmo tempo
Insinuante...
Atraente...

Rosa,que mesmo em botão
Aguça os sentidos

Penetra a alma
Evoca sentimentos
Rosa,rósea,quase pronta
Eu queria ser como você....Mulher!






Por: Suzete Torres

sábado, 11 de junho de 2011

Reminiscências

Não tem mais "proseiro" nas calçadas
Nem bolinho de chuva com café
Não tem mais vizinho pra se pedir
Um ovo emprestado.

Menino no campinho,também não
Levar uma sopinha pra senhorinha
Nem pensar...
Jogo de botão pela calçada,
Sentar na sarjeta,ai...ai...

Pedir uma japona emprestada do amigo
Deus me livre!!hoje é jaqueta
Tomar Douradinha,picolé de groselha.
Levar um pedaço de torta pra comadre,
Já era..
E o suspiro caseiro?Só o que agente emite


Laranja,goiaba,banana,limão.tangerina
Não se comprava....ganhava.
O pratinho que ia pra vizinha
Coberto com guardanapo de damasco(tecido)
Nunca voltava sem nada,era retribuição
Engraçado:-usava-se repartir.

E o radinho de pilha transmitindo
O futebol?
As músicas na PRA7?
De Pepino di Capri a Elvis,
Passando por Cely Campelo
E por aí vai...

Portas e janelas abertas
Podia...não tinha perigo
Eu me lembro só de ladrão
De galinhas...e raramente
De roupas no varal.

O disco na vitrola...nem se fala!
O cuba libre...que extravagância
O laquée,pó de arroz e a alfazema...
MeuDeus! O tempo passou...
Mas foi a vida que mudou
Ou foi a TV.que nos logrou?


Por :Suzete Torres

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ocaso

Não é por acaso o ocaso
Ele se dá no horizonte
E em nossa vida também

No horizonte,desaparece o sol
Em nossa vida...o declínio
Muitas vezes de nossos desejos,
De nossas vontades e de nossos
Sonhos...

O ocaso precede ao crepúsculo
Que convida ao repouso quando não se quer repousar...
Teima com a gente...Finge não saber que a vida é tão bela e queremos
viver!!O horizonte é longinquo...não podemos declinar.






Por :Suzete Torres

Discrepância

A alvorada se rompe,cálida...
O trabalhador,no ímpeto de
Sua obrigação,levanta-se  e
Ainda sonolento
Prepara seu amargo café
Que num gole apressado
Esquenta sua garganta,porem
Não sacia seu estômago faminto.
Mesmo assim,famélico,lá vai  o
trabalhador!
Seu arquétipo,servindo de modelo à pobreza,continua o
seu caminhar até o campo,com enxada nos ombros,de onde
extrairá a diária para o seu sustento.Mas...que sustento é esse
que não lhe consegue suprir?
Mas,lá vai o trabalhador!Sustentar o sustento opulento do patrão.
Lá vai o trabalhador.,,mãos calejadas,pele ressecada pelo sol ou
pelo frio,e, num débil suspiro quando chega o crepúsculo,volta pra
casa pensando em requentar o café...Dissipando os pensamentos
dorme cansado da vida,esse trabalhador.Talvez até, essa fadiga
seja uma boa companheira...para livrá-lo de qualquer desatino.






Por : Suzete Torres

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Um simples agradecimento

Diz a música:"amigo é coisa pra se guardar dentro do peito"....Vou mais além,me perdoe o Milton Nascimento.Amigo é jóia rara e cara que não se compara nem mesmo com o anel da princesa Kate.
Amigo é como um membro a mais em nosso corpo,além dos que Deus nos deu.Amigo não aniquila
a gente,não julga,não questiona e nem tampouco se prevalece dos infortúnios da vida do outro para
se sentirem heróis.O amigo de consciência cristã não considera o bem como um fim,mas sim ,usa o
bem para um fim superior.Isto é usar corretamente a maravilhosa atitude cósmica conectando-se com
Jesus,que,por excelência é o Criador desse Universo.Não são coisas materiais que granjeiam nossa
existência...são pequenos gestos.pequenos movimentos,boa vontade...que eleva a alma!Nosso Senhor
conhece suas ovelhas ,por isso o verdadeiro amigo terá Sua bem-aventurança!!



"Quem beber da minha água jamais sentirá sede"...palavras de Jesus!
Por :Suzete Torres

O Olhar do meu amado



Os olhos do meu amado é qualquer coisa
Como luz e vida,
Embora já cansados pelo tempo
Ainda derraman "um quê" de doçura
E,que me falam sôbre o amor...

O olhar do meu amado se faz íntimo
Quando encontra os meus...
Sinto que fala alguma coisa
Mas não sei "o que"!..
Não são vagos nem distantes
São serenos e inquietos ao mesmo tempo

Os olhos do meu amado,entretanto
Sinto em entrelinhas,o entrelaçado
Procurando os meus!
Como nódoa do passado
O olhar do meu amado,misturado ao meu
Sabe dizer coisas que me fazem esquecer...





Por : Suzete Torres